Literatura gaúcha: escritores made in RS

Por onde passam, as obras dos escritores gaúchos carregam a linguagem característica deste povo e relatam seu modo de viver. A vida no campo e as tradições gaúchas são temas muito valorizados na literatura do Rio Grande do Sul. Diversos foram os escritores responsáveis por propagar a cultura gaúcha por todo o Brasil, mas dentre eles alguns nomes merecem destaque.


Considerado o maior autor regionalista do Rio Grande do Sul, Simões Lopes Neto, nasceu em 1865 na cidade de Pelotas e faleceu em 1916. No decorrer de sua carreira publicou livros renomados, como “Cancioneiro Guasca”, “Contos Gauchescos”, “Lendas do Sul” e “Casos do Romualdo”. Em suas obras, o escritor procurou sempre valorizar o gaúcho, sua linguagem e suas tradições. Já a partir do século XX essa tendência se manteve com poetas como Jayme Caetano Braun, Aparício Silva Rillo, Dimas Costa e tantos outros mais.


Fruto do amadurecimento histórico e já com um ambiente cultural muito sólido, o Rio Grande do Sul, a partir dos anos trinta, seguindo variadas vertentes temáticas, segue com o regionalismo, mas outras vertentes pediram passagem, gerando uma sequência respeitável de escritores, entre eles, Érico Veríssimo. Considerado um dos mais importantes escritores gaúchos, Érico nasceu em Cruz Alta em 1905 e faleceu em 1975. Entre suas principais obras destacam-se “Olhai os Lírios do Campo” e “O Tempo e o Vento”.


Natural de Alegrete, Mário Quintana nasceu no ano de 1906 e faleceu em 1994. Além de escritor, Mario Quintana atuou como jornalista e sua carreira na literatura foi marcada por uma linguagem muito simples, que tentava sempre estabelecer uma conversa com o leitor e por muitas vezes usava um tom de ironia. Suas principais obras são “A Rua dos Cataventos” e “Prosa e Verso”, mas ele também escreveu livros infantis, como “Pé de Pilão”. A casa de cultura que leva seu nome, possui seu quarto do mesmo jeito que ele deixou ao residir no antigo Hotel Majestic, atrativo que tu poderás conferir durante o Walking Tour no Centro Histórico. Outro alegretense, nascido em 1940 e hoje com 80 anos é o escritor Sergio Faraco. Sua obra divide-se entre as memórias da infância e adolescência passadas na região de fronteira e o desencanto do submundo urbano.


Além do contexto da literatura regionalista, mas não menos gaúchos, encontraremos obras de Caio Fernando Abreu que nasceu em Santiago do Boqueirão em 1948 falecendo em 1996 aos 47 anos. Caio escreveu vários romances e contos, entre eles, "Limite Branco", “Pedras de Calcutá” e “Morangos Mofados”, o livro que o tornou popular. Já a escritora Lya Luft, nascida em Santa Cruz do Sul em 1938, é conhecida por sua luta contra os estereótipos sociais. Sua obra “Perdas e Ganhos” permaneceu por mais de dois anos na lista dos livros mais vendidos do Brasil.


Há muitos outros nomes importantes na nossa literatura, e o setor do turismo trabalha junto para a preservação da memória literária e cultural do estado.




#literatura #escritoresgaúchos #escritorasgaúchas #livros